Uma equipe do Comando de Operações Especiais (Cope) já está no interior de São Paulo para tentar prender os oito integrantes da quadrilha que assaltou na manhã de anteontem um carro-forte na PR-170, no município de Florestópolis (73 km ao norte de Londrina), fugindo em um avião que pousou logo em seguida numa fazenda próxima do local da ação.
Embora violenta – de cima do caminhão-caçamba os ladrões acertaram mais de 30 tiros no veículo blindado áᖠninguém ficou ferido. Enquanto levavam os malotes com R$ 250 mil (dinheiro que seria usado pelo Banestado de Porecatu para o pagamento dos salários da Usina Central Paraná), os três vigilantes e o motorista da TGV, aguardaram a movimentação deitados de bruços no asfalto e não puderam dar maiores pistas sobre os assaltantes, que agiram encapuzados.
O delegado operacional Lanevilton Teodoro Moreira deve percorrer com sua equipe várias cidades paulistas, nas regiões leste, nordeste e na região metropolitana da capital em busca de pistas dos fugitivos.
O ponto de partida das investigações deverá ser a apuração do local e das condições em que foram roubados um caminhão-caçamba (procedente de Santo André) e uma Silverado (de Guarulhos). O outro caminhão-caçamba (placas de Loanda-PR) usado para interceptar o carro-forte da TGV foi roubado na mesma PR-170, próximo ao trevo que dá acesso a Jaguapitã, horas antes do assalto.
O trabalho será em conjunto com a Divisão de Investigações Gerais, da Polícia Civil de Americana, cidade da região metropolitana de Campinas onde foi preso anteontem o piloto Uel Leite de Souza, 52 anos. O piloto deu depoimento na manhã de ontem alegando que não tem nenhum envolvimento no assalto. Segundo os policiais de Americana, ele disse que ‘‘foi apenas contratado para uma viagem’’. Souza, porém, já cumpriu pena de sete anos por participação em outros assaltos.