Uma equipe do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope) deverá estar em Apucarana ainda nesta semana para auxiliar nas investigações dos atentados contra a família do bicheiro Mário Tamiya, morto em dezembro. A confirmação foi feita ontem, por telefone, pelo delegado de Rolândia, Antônio do Carmo, designado como delegado especial para presidir o inquérito.
A investigação do caso foi determinada pela Secretaria de Segurança, depois que a família de Kazuo Tamiya sofreu três atentados, nos meses de março e abril. No primeiro atentado, algumas motos foram incendiadas no quintal da família; depois um trailer também foi incendiado e, por último, homens encapuzados invadiram a chácara da família, disparando tiros contra a residência e veículos.
Após os incidentes, Kazuo Tamiya passou a suspeitar de que a morte de seu pai, o banqueiro do jogo do bicho Mário Tamiya - ocorrida no dia 12 de dezembro -, não tenha sido acidental. As queixas, relatando os atentados, foram registradas na Delegacia de Apucarana, solicitando providências e até a reabertura do inquérito sobre a morte de Mário Tamiya.
ExumaçãoAlém de requisitar a ajuda do Cope nas investigações, o delegado Antônio do Carmo já requereu à Justiça um pedido de exumação do cadáver do bicheiro. Ele adianta que aguarda a autorização judicial para que seja procedido um novo exame cadavérico.
‘‘Os novos laudos serão realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, que dispõe de profissionais e equipamentos adequados para proceder a um minucioso exame, sanando qualquer dúvida que possa existir em relação à causa da morte de Mário Tamiya’’, comentou o delegado.
Conforme apurou a polícia de Apucarana, na época o bicheiro teria sido morto num ataque de seus três cães da raça mastim napolitano. O corpo foi encontrado no quintal da residência, com dilacerações, principalmente no pescoço e coxa da perna esquerda. A causa da morte, de acordo com laudo assinado pelo médico Massayoshi Tatesuzi, teria sido hemorragia.

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