O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil identificou ontem mais um suspeito de participação no assassinato do arquiteto e engenheiro Onaldo Pinto de Oliveira, 73 anos. A identidade do quarto participante do crime está sendo mantida sob sigilo para não atrapalhar as investigações. Ontem, o delegado operacional Vinícius Augustus de Carvalho pediu a prisão preventiva dele e dos outros dois acusados: o comerciante Antonio Carlos Brambila (sócio do mecânico Luiz Carlos Castanha, preso pelo Cope na noite de quarta-feira) e o amigo Richard, conhecido como ‘‘carioca’’.
A polícia chegou até o quarto participante no crime através das investigações. Castanha confessou a participação de todos. Richard teria arquitetado o plano de roubar o cartão de crédito do engenheiro, matá-lo e esconder o corpo no poço de uma fazenda que fica a 30 quilômetros da Colônia Muricy, na Região Metropolitana de Curitiba. Castanha, Brambila e o outro integrante da quadrilha teriam auxiliado nos saques de dinheiro em caixas eletrônicos e na ocultação do cadáver. ‘‘As investigações já confirmaram a confissão feita pelo mecânico. Agora é esperar as decretações das prisões preventivas, localizar e prender os latrocidas’’, afirmou o delegado.
Onaldo Pinto de Oliveira foi assassinado na Oficina Car World, no bairro Vila Hauer, periferia de Curitiba, no último dia 5. Ele esteve no local, atraído pelo grupo que cometeu o crime, para buscar um dos dois carros que havia deixado para consertar, um Santana e um Peugeot. O montante total de dinheiro roubado pelo grupo pode chegar a R$ 8 mil. Os saques foram feitos em caixas eletrônicos do Itaú/Banestado em Curitiba e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

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