Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, apreenderam ontem 12 máquinas caça-níquel e mais de uma centena de componentes eletrônicos no escritório da empresa Curitiba Diversões Eletrônicas, no Bairro Alto, região norte de Curitiba. Em Rio Branco do Sul (região metropolitana), outros cinco equipamentos foram apreendidos em uma mercearia. Até o início da noite de ontem, a polícia civil não tinha recebido os números do Interior.
De acordo com o delegado Luiz Alberto Cartaxo, os equipamentos foram levados até o Cope e de lá seriam encaminhados para serem examinados por técnicos do Instituto de Criminalística. A polícia chegou ao local, segundo ele, por meio de uma denúncia.
''Os equipamentos estão em um local suspeito. Existe local previsto para o funcionamento da empresa que não é esse'', afirmou Cartaxo. O endereço que consta na Junta Comercial é Rua José Zogoda, 195, também no Bairro Alto. O local onde a polícia achou as máquinas é Rua Eduardo Mendes Gonçalves, 608.
O advogado da Curitiba Diversões Eletrônicas, Paulo César Gradela Filho, acusou a polícia de proceder irregularmente. Segundo ele, sem uma ordem judicial, os policiais arrombaram o portão e uma das portas do imóvel, e levaram as máquinas de forma arbitrária.
Gradela alegou que as máquinas estavam guardadas no local, onde funciona a sede da empresa, justamente para atender o decreto 4.599/01, do governo do Estado, que proíbe a operação dos caça-níqueis. Informou, também, que a mudança de endereço foi regularizada junto à prefeitura, mas a nova documentação ainda não foi emitida.
Essa foi a primeira apreensão feita desde que o governo começou, na última segunda-feira, a coibir o funcionamento dos caça-níqueis. Estima-se que existam cerca de 20 mil máquinas em todo o Paraná. Metade desses equipamentos estariam na Grande Curitiba.

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