Alexandre Sanches
De Londrina
Uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) de Curitiba chegou ontem, no final da manhã, em Londrina, para auxiliar nas investigações de vários crimes que ocorreram no município nos últimos 12 dias. O principal deles seria o assalto à empresa Proforte Transporte de Valores, no dia 4, quando cerca de 15 homens fortemente armados mantiveram três funcionários da empresa e seus familiares como reféns e levaram cerca de R$ 3,2 milhões. Com a equipe – o delegado e cinco investigadores –, vieram dois presos acusados de participação no assalto (ver texto ao lado).
A vinda do Cope a Londrina coincidiu com a ocorrência de vários crimes na cidade – o linchamento do catador de papel Ademir Justino da Silva, acusado de ter violentado e matado uma menina de cinco anos, um homicídio violento de um adolescente e um sequestro relâmpago a um comerciante (ver nesta edição). O delegado operacional Lanevilton Teodoro Moreira, responsável pela equipe, disse que a vinda deles a Londrina seria, primeiro, para recambiar os dois acusados de assalto. Depois, a pedido do secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, para ajudar nas investigações de vários crimes.
‘‘Vamos trabalhar em conjunto para resolver vários casos. Permaneceremos em Londrina o tempo que for necessário. A nossa volta depende do secretário’’, comentou o delegado, que está há seis anos no Cope e é natural de Porecatu (85 quilômetros ao norte de Londrina). ‘‘Um dos motivos de eu vir para Londrina é que conheço bem esta cidade, pois fiz minha faculdade (direito) e morei algum tempo aqui’’, completou.
O principal inquérito em que eles vão atuar é o do assalto à Proforte. ‘‘O delegado Abrahão disse que as investigações estão adiantadas. Vamos auxiliar no que for necessário. Mas também estamos prontos para outros inquéritos, como homicídios e latrocídios cometidos nos últimos dias’’, salientou. Ele evitou comentar que estivessem vindo para reforçar a Polícia Civil de Londrina, que estaria deficitária com falta de homens e equipamentos.
‘‘A função primordial do Cope é dar apoio às delegacias que necessitam de suporte. Mesmo com a falta de pessoal e os poucos recursos que são utilizados, temos condições de manter a segurança pública no Estado’’, informou. Ontem, após levar os acusados de assalto para a Prisão Provisória, a equipe do Cope iria buscar informações para iniciar os trabalhos imediatamente.
O secretário Cândido Martins de Oliveira declarou à Folha, na sexta-feira, que está preocupado com o aumento da criminalidade em Londrina, registrado nos últimos dias. Ele também salientou que se a equipe do Cope não der resultados, há possibilidade de o Grupo Águia, da Polícia Militar, agir na cidade.

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