Israel Reinstein
de Curitiba
O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ainda não tinha recebido, até o fim da tarde de ontem, o dossiê dos três sequestradores de Bocaiúva do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. O documento, com as fichas criminais deles, pode mostrar envolvimento em outros assaltos. Foragidos da Penitenciária de Guarapuava, os integrantes podem ter agido naquele município.
Pelo levantamento feito pelo Cope, João Luiz Oliveira, Marcos Alves Ferreira (líder do grupo), Divonei Marcondes Domingos e Emanoel José França estavam presos na penitenciária, acusados por assalto. Em janeiro, eles fugiram da prisão. Anteontem, foram responsáveis pela tentativa de assalto (na qual morreu João Oliveira) seguida de sequestro das meninas Viviane e Susiane Piovesan e Alzira Domingues.
Por enquanto, o Cope não pode confirmar as acusações de outros assaltos, mas os investigadores já colocam essa suspeita como certeza. Essa certeza dos policiais foi formada quando descobriu-se que o nome do líder do sequestro era falso.
Durante todo o sequestro, Marcos Alves Ferreira se apresentou como Luciano Cordeiro. Ferreira foi apresentado pelos policiais, na terça-feira, como Luciano Cordeiro. Somente a tarde daquele dia, foi descoberta a verdadeira identidade dele. Assim, o Cope soube que Ferreira tinha passagem pela polícia.
Um dos fatos que levou a polícia a cometer erro foi que a mãe de Marcos Ferreira, também afirmava que o nome do filho era Luciano Cordeiro. Durante as negociações, Maria da Conceição Cordeiro, chamava o assaltante de Luciano.

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