Copati completa 10 anos terça-feira
Alexandre Sanches
De Londrina
O Consórcio Intermunicipal de Proteção da Bacia do Rio Tibagi (Copati) completa terça-feira 10 anos de implantação. Foi criado com o intuito de estudar as causas de poluição e alternativas para recuperar um dos principais rios do Estado. A bacia do Tibagi abrange 24.711,77 quilômetros quadrados em 52 municípios. O Copati já conseguiu avanços na limpeza da bacia e recomposição de matas ciliares.
Para comemorar a data, um jantar (adesões pelo telefone 043 330-2811) no dia 24 vai reunir todos os associados da entidade na Praça de Eventos Village, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), quando será apresentado um resumo dos trabalhos realizados nestes 10 anos. As administrações anteriores serão homenageadas.
No início das atividades, o Copati era um órgão de defesa e proteção do rio. Hoje, atua em cinco frentes: gestão ambiental, proteção da biodiversidade, recursos hídricos, educação ambiental e área de comunicação. Com a alteração estatutária, relizada em 1996, o consórcio permitiu a associação de instituições públicas e privadas, aumentando a captação de recursos para suas ações. Antes, somente os municípios banhados pela bacia podiam participar.
No início de 97 é que foi permitida a participação de empresas privadas e entidades fora das administrações municipais no consórcio, comentou o secretário-executivo do Copati, Marcelo Mafra. Antes disso, a Klabin Papel e Celulose, de Telêmaco Borba, participava através de um convênio particular entre o Copati e a Universidade Estadual de Londrina.
Hoje, a maioria das empresas participantes é da região dos Campos Gerais. Pelo fato do presidente da entidade ser o prefeito Homero Tabevi Campos, de Tibagi, iniciamos a captação de empresas no alto Tibagi (nascente). Mas estamos fazendo um trabalho para captar empresas do baixo Tibagi (foz). São empresas que têm preocupação com o meio ambiente, salientou Mafra.
A criação do consórcio só foi possível depois de constantes reuniões entre as prefeituras de Ibiporã, Jataizinho, Surehma e pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina. A necessidade maior era repovoar o Rio Tibagi. Na tentativa de descobrir os motivos do desaparecimento dos peixes da bacia, ficou clara a necessidade de se diagnosticar as causas. O projeto de estudo da fauna e flora do Tibagi foi financiado através do convênio entre a UEL, Copati e Klabin.





