Copati colhe primeiros frutos
Com 550 quilômetros de extensão, o rio Tibagi nasce em Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa) e desce cortando o Estado até Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina), onde se encontra com as águas do Rio Paranapanema. Passando por uma região densamente povoada, ele sofre de muitos males como, por exemplo, a poluição por agrotóxicos e a degradação da mata ciliar. Englobando atualmente 52 municípios, o Consórcio Intermunicipal para a Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi (Copati) surgiu em setembro de 1989 como uma das primeiras organizações brasileiras a tratar de gestão de recursos hídricos no Brasil e a contar com a parceria entre prefeituras e empresas privadas. Hoje, 15 anos depois, já colhe os primeiros frutos.
Correndo contra o tempo, o Copati investiu em ações educativas, de tratamento de resíduos, no reflorestamento e no repovoamento de peixes. A coordenadora de projetos do Copati, Lucilene Furlan, destacou que pesquisas feitas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) já comprovaram a melhoria da qualidade, que ainda é apropriada para consumo humano. Com trabalho junto à empresas, escolas e população ribeirinha e um maior controle dos esgotos clandestinos, da poluição industrial e agrícola, espécies que haviam desaparecido em muitos trechos, como o dourado por exemplo, hoje começam a retornar.
O secretário executivo do Copati, Wagner Luís Kreeling, destacou que a aposta mais recente é o Projeto de Educação Ambiental Pingo D'água, voltado para alunos da 4 série do ensino básico. A idéia é realidade em 20 municípios e deverá ser ampliada. ''As crianças são o futuro. É diferente a receptividade delas. Elas aprendem e levam os pais a também mudarem suas atitudes com relação ao rio'', argumentou. Ele lamentou que, em muitos locais, como áreas industriais em Ponta Grossa e de plantações na região de Londrina, o rio ainda é castigado com poluentes. Mas em contrapartida, ressalta Kreeling, ''a experiência do Copati mostra que é possível recuperar o meio ambiente com ações mínimas, que dependem apenas da participação das pessoas''. (L.A)





