Copama vence licitação
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sexta-feira, 05 de abril de 2002
Célia Baroni<br>Reportagem Local 
A Vega Engenharia Ambiental, empresa que responde há dez anos pela coleta do lixo e administração do aterro sanitário de Londrina, perdeu a licitação do serviço ontem. Anteontem, no final da tarde, o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná derrubou a liminar que impedia a abertura dos envelopes com propostas financeiras das duas concorrentes e ontem pela manhã a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deu prosseguimento ao processo licitatório. O Consórcio Copama, formado pela empresa de Curitiba Ecosystem e a argentina Transportes 9 de Julio, de Rosário, venceu.
O Copama apresentou uma proposta R$ 61.004,69 por mês mais barata que a oferta da Vega Ambiental. O valor máximo da prestação de serviço estipulado pela prefeitura foi R$ 650.000,00 por mês.
O envelope da Vega Ambiental foi o primeiro a ser aberto e propunha oferecer io serviço por R$ 609.088,99 por mês. O gosto da vitória ficou evidente no sorriso de um dos diretores do Cosórcio que acompanhou a abertura dos envelopes. Assim que a comissão divulgou a proposta da Vega ele se levantou da cadeira e saiu para fumar um cigarro para disfarçar a satisfação.
O Copama venceu com a proposta de prestar o serviço por R$ 548.084,10 mensais. A gente nunca tem a certeza da vitória, afirmou o presidente do consórcio, Sebastião Fernando de Magalhães, que disse estar mais tranquilo. Estipulamos um valor possível para poder arcar com o serviço mantendo a qualidade do atendimento.
O resultado da licitação vai significar uma economia de R$ 6 milhões para os cofres do município. Os cinco anos de contrato previam um custo de R$ 39 milhões, valor máximo determinado na licitação do serviço. É para isto que serve uma licitação legítima. A concorrência permite que o município garanta o serviço pelo menor preço sem abrir mão da qualidade, frisou o presidente da CMTU, Wilson Sella.
O novo contrato amplia as obrigações da empresa que assume o serviço. Além da coleta e transporte de lixo residencial, manutenção e operação do aterro sanitário, a empresa vai assumir a varrição de todos os bairros e coleta, transporte e tratamento do lixo hospitalar. Hoje o lixo hospitalar não recebe tratamento.
Magalhães garantiu que pretende absorver a mão-de-obra que hoje presta serviços para a Vega Ambiental. Vamos dar prioridade a estes profissionais porque eles já tem experiência e estão capacitados, disse. Ao todo a Vega Ambiental conta hoje com 180 funcionários.
Magalhães se comprometeu ainda a manter todos os benefícios previstos na convenção coletiva da categoria. O cumprimento da Convenção Coletiva está prevista nas cláusulas do contrato com a prefeitura e é uma exigência da Licitação. O Consórcio pretende investir R$ 4 milhões na compra de equipamentos e adequação da frota de veículos.


