Ontem o diretor-geral do Consórcio Copama, Sebastião Fernando de Magalhães, disse que ainda não havia recebido nenhuma informação sobre o cancelamento do processo licitatório para a coleta de lixo em Londrina, anunciado na véspera pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O Copama foi vencedor da licitação iniciada em julho do ano passado, mas em abril deste ano logo após a abertura dos envelopes com as propostas das empresas participantes uma ação judicial suspendeu o processo.
Magalhães definiu a decisão da CMTU como uma ''situação extremamente estranha''. Segundo ele, a única ação impeditiva do processo de licitação corria na 5 Vara Cível e, no início desta semana, ela já havia sido devolvida para o Ministério Público, que por sua vez tinha cinco dias para se posicionar. ''Depois disso a ação voltaria para o juiz dar a sentença. Ou seja, era uma questão de dias. Não dá para entender por que suspender o processo justamente agora, que estava tudo para ser resolvido'', afirmou.
O diretor do consórcio também questionou o fato do Copama não ter sido comunicado da decisão pelos mesmos meios utilizados para a convocação do processo licitatório. Magalhães afirmou porém, que não pode antecipar que medidas serão tomadas pelo consórcio por não conhecer sequer os argumentos usados pela CMTU para o cancelamento. ''Tudo que sabemos por enquanto é o que foi publicado pela imprensa'', disse. Ele garantiu que o Copama vai participar das novas concorrências, mas questiona: ''Quem garante que uma nova concorrência será levada até o fim?''.
O gerente do consórcio CGC-Cima, Genor Alberto Cima, afirmou que não foi comunicado sobre a revogação do processo de licitação. Para ele, a empresa que tivesse melhor preço deveria ganhar a licitação. ''Já é a 3 ou 4 vez que a prefeitura abre licitação. Ninguém entende o porquê deles terem revogado o processo'', disse.
O presidente da comissão de licitações, Marco Antônio Bacarin, disse que a revogação do processo de licitação do lixo será publicada hoje no Diário Oficial. Questionado sobre as razões que levaram a prefeitura e a CMTU a tomarem essa decisão, Bacarin disse que a atitude foi motivada pelo interesse público. Ele citou a demora no desenrolar da parte judiciária como ponto primordial na decisão porque, nesse tempo de espera, ocorreram várias mudanças. Entre elas, está a diminuição do volume do lixo a ser coletado em 50 toneladas/dia, em virtude do programa de lixo reciclável. Isso reduz o valor a ser pago para a empresa em relação ao que foi publicado em edital, citou.

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