Copa já movimenta comércio na cidade
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quinta-feira, 30 de abril de 1998
Guilherme Vieira 
Faltando 38 dias para o início da Copa da França, o frentista Gérson Tomaz diz já estar contaminado pela febre verde-amarela que deve tomar conta do País dentro de poucos dias. Apesar da derrota da seleção brasileira para os argentinos na quarta-feira, Tomaz está animado e diz que daqui para frente não deixa de comparecer a nenhuma pelada disputada com os amigos, quando tenta imitar os lances mais bonitos assistidos pela TV.
Como Tomaz, muitos curitibanos já estão sendo influenciados pela busca do penta-campeonato mundial de futebol. Pensando em transformar essa maré de entusiasmo da população em lucro, empresários já preparam estratégias para aproveitar o período da Copa.
É o caso da comerciante síria Flora Drgam, proprietária de duas pequenas lojas de confecção no Centro de Curitiba. Ela diz que o aumento da procura por materiais relacionados à Copa fez com que decidisse ocupar uma das lojas só com materiais esportivos. Antes do jogo com a Argentina tivemos um crescimento de 50% nas vendas de camisas e bandeiras da Seleção, enquanto que os outros materiais estão praticamente parados, informa.
Albari RosaVerde-amareloVenda de bandeiras e camisetas aumenta faturamento de camelôs
Pirataria - A explosão de consumo que vai movimentar milhões de reais até o fim da Copa está deixando preocupadas as empresas licenciadas pela Fifa. Esses empresários investiram muito dinheiro para garantir exclusividade na venda de produtos e preparam um esquema de fiscalização para recolher os materiais não oficiais. Contamos com a ajuda de nossos clientes e representantes, que vão nos avisar onde há alguém trabalhando com produtos pirateados, diz o gerente de licenciamento da Character, Cláudio Rodrigues. A expectativa de Rodrigues é que o mercado brasileiro movimente cerca de R$ 60 milhões com as vendas de cerca de 100 produtos diferentes, todos ligados à Copa.
Embora a pirataria atrapalhe um pouco seus negócios, Rodrigues acredita que a qualidade superior e o preço competitivo dos produtos licenciados devem ganhar a preferência dos consumidores. Na hora em que uma empresa nos procura para pedir um licenciamento de um determinado produto, fazemos uma análise detalhada que leva em conta o preço que a peça vai chegar ao consumidor, disse. Segundo Rodrigues, isso faz que muitas vezes o material que é licenciado chegue às lojas mais barato que o pirata. Já houve o caso em que uma camiseta nossa estava à venda por R$ 7,00 enquanto a falsificada estava por R$ 10,00.Alguns comerciantes já estão colhendo os frutos da onda de consumo de produtos ligados ao campeonato mundial
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licenciadas pela
Fifa tentam combater
a pirataria


