Copa do Mundo pode ter contribuído
Londrina - Uma das empresas responsáveis pelo monitoramento das unidades que não são monitoradas pela Guarda Municipal é a Proguarda. O gerente Hiorraine Rezio de Araújo afirmou que grande parte das ocorrências das unidades que estão sob responsabilidade de sua empresa foi registrada durante o período da Copa do Mundo de futebol.
"Em junho e julho teve um recesso e os bandidos aproveitaram que as pessoas estavam assistindo aos jogos para poder entrar nas escolas", relatou. Araújo destacou que desde então houve um reforço na segurança, realizado por parte dos próprios diretores das escolas, como a instalação de grades, e isso contribuiu para a diminuição das ocorrências. "Em dezembro, por exemplo, foram registrados 10 arrombamentos, dos quais em apenas três conseguiram furtar as escolas. O restante das ocorrências foi puro vandalismo, como a quebra de alguns vidros de algumas janelas", apontou.
"Muitas escolas e creches estão em bairros perigosos e, em muitos casos, os próprios alunos é que estão cometendo vandalismo como represália contra o diretor por terem repetido de ano. Sobre os furtos, eles são decorrentes da própria criminalidade na cidade", apontou.
A outra empresa terceirizada que realiza a vigilância das escolas, a Force Vigilância, também foi procurada, mas não atendeu as ligações para comentar o assunto.
Vale ressaltar que, em casos de furtos e depredação da parte interna das escolas, o edital de licitação prevê que as empresas de segurança façam o ressarcimento do que foi furtado ou depredado.
Já o secretário Municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, afirmou que não poderia comentar sobre o assunto, porque antes precisaria fazer um levantamento de quais foram as unidades atingidas, quais delas estariam sob responsabilidade da Guarda Municipal e quais unidades teriam monitoramento terceirizado.
"Temos recebido vários comunicados nesse sentido, mas nem todas as escolas são monitoradas pela gente. Sobre as unidades onde a Guarda Municipal realiza rondas, não há como fazer uma vigilância ostensiva por 24 horas. Para cada escola vigiada, nós destinamos oito guardas municipais. Para monitorar 110 escolas seriam necessários 880 guardas municipais, e nós não dispomos de todo esse efetivo. Mesmo assim, nós iremos dar a resposta para isso. Vamos verificar o que está ocorrendo e a cada ocorrência dessas encaminharemos o boletim de ocorrência para a Polícia Civil investigar a situação", garantiu. (V.O.)





