Coordenadoria propõe ajuda para detentas
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sexta-feira, 17 de janeiro de 1997
Paulo Ubiratan 
A chefe da Coordenadoria Especial da Mulher, Cleide Cordeiro Camargo, esteve ontem pela manhã no 2º Distrito Policial e, após confirmar as denúncias do Conselho de Direitos Humanos (CDHL) de Londrina, se comprometeu a tentar solucionar o problema das presas. O Conselho constatou várias irregularidades, arbitrariedades e violências contra as detentas.
Os mesmos problemas atingem as outras unidades prisionais de Londrina e foram agravados a partir da desativação da Cadeia Pública, há dois anos. Na época, os presos foram distribuídos pelas celas dos quatro distritos policiais existentes na Cidade e que estão superlotados.
Vice-governadora
poderá viabilizar
a instalação da
Defensoria Pública
A proposta da chefe da coordenadoria é de articular, junto à Secretária de Ação Social do Município, Marisa Nascimento, o trabalho de psicólogas e assistentes sociais do orgão. As profissionais farão visitas periódicas às presas para sessões de terapia e ajuda. Cleide Cordeiro também pretende solicitar ao superintendente da Autarquia Municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, que profissionais do Projeto Médico da Família atendam as presas. Quatro delas estão grávidas.
Cleide Cordeiro disse que, logo após a visita ao 2º DP, esteve com a vice-governadora Emília Belinati, e lhe expôs os problema. A vice-governadora comprometeu-se a propor à Secretaria de Justiça do Paraná para que seja instalada em Londrina a Defensoria Pública. Com o orgão instalado na Cidade, parte dos problemas jurídicos estaria sendo solucionada, pois nenhuma das presas possui condições financeiras para pagar advogado. Cleide Cordeiro afirmou: Tudo que se pretende fazer será apenas paliativo. O que necessitamos é que seja construída a prisão provisória.


