Coordenadora nega falta de repasses
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quarta-feira, 05 de maio de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A coordenadora do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS de Londrina, Rosângela Alvanhan, negou, ontem, que a falta de repasses para entidades da cidade esteja comprometendo a prevenção dessas doenças. A crítica partiu da Organização Não-Governamental (ONG) Adé-Fidan -Projeto de Vivência Saara Santana. O coordenador geral da ONG, Edson Bezerra, afirmou que, desde junho do ano passado, os recursos do governo federal não estão chegando às entidades. Um dos prejuízos causados pela interrupção dos repasses, de acordo com ele, ocorreu na distribuição de preservativos.
Rosângela argumentou que a primeira parcela de recursos federais destinados ao programa em Londrina, no ano de 2003, chegou apenas em setembro. Segundo ela, estão previstas 12 parcelas que somam aproximadamente R$ 313 mil. Para justificar a demora em repassar essa verba aos projetos de entidades, Rosângela afirmou que é preciso cumprir as etapas legais de licitação, que atualmente se encontram na fase de elaboração de edital. Com relação à distribuição de preservativos, ela garantiu que a situação está normal, citando que o Município recebeu 50 mil unidades neste ano.
Em reunião realizada ontem, dentro da programação do 20º Congresso de Secretários Municipais de Saúde de Paraná, representantes do poder público municipal e estadual e da sociedade civil falaram sobre a descentralização dos programas de combate a DST/AIDS, que começou a ser implementada no final de 2002. De lá para cá, o repasse de recursos passou a ocorrer via Estado e municípios.
Saúde da Família e Organização de Saúde são temas que serão debatidos hoje, durante o congresso. O evento termina amanhã, com uma mesa redonda sobre agenda e prioridades e novas estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS).


