Curitiba - A Pastoral da Sobriedade acusa dois delegados récem-empossados na Delegacia Antitóxicos de restringir o trabalho do Centro Antitóxico de Prevenção e Educação (Cape). Os dois órgãos funcionam em um mesmo prédio e são subordinados à Divisão de Narcóticos (Dinarc). A coordenadora-chefe do Cape, Roseli Silva Moura Brasil, abandonou o cargo ontem. Segundo ela, a delegacia estava dificultando o trabalho do centro.
‘‘Eu vinha há muito tempo pedindo um espaço maior. Mas pelo contrário, restringiram nosso espaço e ficamos só com duas salas’’, afirmou. Segundo ela, cadeiras e bancos foram retirados do Cape, e os funcionários da delegacia atrapalhavam as terapias feitas no local. Roseli disse que foi comunicar os problemas ao delegado Alex Danielevicz. ‘‘Ele falou que quem mandava ali era a delegada Rosalice. Então, se não sou eu que mando no Cape, não tinha mais nada para fazer lᒒ, contou Roseli. Ela disse que vai tentar oferecer o serviço gratuito em outro local.
‘‘Justamente na Semana Internacional de Combate às Drogas fazem um afronto e tentam acabar com o Cape’’, observou o coordenador da Pastoral da Sobriedade da Arquidiciocese de Curitiba e Região Metropolitana, João Augusto Soavinski. Segundo ele, os policiais sabem como fazer a repressão de tóxicos, mas não a prevenção, que é papel de psicólogos, como Roseli.
Segundo o delegado Danielevicz, que assumiu há uma semana, junto com a delegada Rosalice Benetti, o Cape não vai parar. ‘‘Se ela quiser sair, a gente arruma outra’’, declarou.
O corregedor-geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, lamentou a exoneração de Roseli. O delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, disse que Danielevicz e Rosalice têm prioridade no combate ao tráfico de drogas.

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