Marcos BorgesQuestão de gêneroA coordenadora da Unifem, Branca Alves: proposta para eliminar discriminação entre as criançasA coordenadora regional do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), Branca Moreira Alves, esteve ontem em Londrina conhecendo os projetos desenvolvidos pela Coordenadoria Especial da Mulher (CEM) e a Secretaria de Ação Social. Ela manteve contato pela manhã com o prefeito em exercício Alex Canziani (PTB) e apresentou o projeto desenvolvido pelo Unifem na área de educação, que visa a capacitação de professores primários para atividades escolares não discriminatórias.
Segundo a coordenadora, o projeto foi desenvolvido por uma organização não-governamental do Rio de Janeiro e está sendo aplicado em Niterói. Através de brincadeiras, histórias, vídeo, explica Branca Alves, os professores trabalham para acabar com as discriminação entre meninos e meninas. ‘‘É um trabalho de educação, que mexe com a cabeça das crianças, para que no futuro as mulheres não sejam vítimas de discriminação como acontece hoje.’’
O problema, diz a coordenadora da Unifem, é que não há recursos para financiar a reprodução do material empregado no projeto. Por esse motivo, ela vem mantendo contato com prefeituras verificando o interesse e disponibilidade de recursos.
A coordenadora do Unifem informou, depois de conhecer o trabalho da CEM, que Londrina poderá ser beneficiada com outro projeto, que prevê a formação de cooperativas de mulheres produtoras agrícolas. O projeto terá recursos do Ministério do Trabalho, através da Secretaria de Formação Profissional (Sefor).
‘‘É uma ação que visa o agrupamento das mulheres através de cooperativas, proporcionando formação profissional nas áreas de crédito, gerenciamento e formação de estoques’’, explica Branca Alves. Um trabalho que, segundo ela, envolve governo, agências cooperativas e banco de desenvolvimento.
Branca Moreira Alves disse que o interesse em conhecer o trabalho da CEM surgiu na administração passada. Com a mudança política, ela temia uma possível interrupção nas ações. ‘‘Felizmente pudemos constatar a manutenção dos programas e até de muitas pessoas que neles já vinham atuando’’, comentou a coordenadora do Unifem.
A Unifem atua em países em desenvolvimento na Ásia, África, América Latina, Caribe e Leste Europeu. Depois de conhecer os programas da CEM, como a Casa-Abrigo, oficinas de macramê e tecelagem, e o Centro de Atendimento à Mulher (CAM), Branca Alves esteve em Faxinal do Céu, conhecendo a Universidade do Professor.

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