Coordenadora da Assoma nega brigas e acusações
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quarta-feira, 05 de março de 1997
Da Sucursal 
Uma das coordenadoras da Assoma, Ana Carolina Igeski, denunciou o preconceito existente em relação à instituição. Tudo o que acontece de errado neste bairro é imediatamente relacionado aos meninos da Assoma, afirma. Recentemente eles foram responsabilizados pelo roubo de cães num canil próximo. Dias depois descobriram os verdadeiros ladrões, que não tinham nenhuma ligação conosco, explicou.
Ela negou que os menores carentes estejam envolvidos nas brigas existentes nas saídas da escola. Os horários não coincidem, garantiu. Os meninos da Assoma não saem na hora do almoço e, à tarde, são liberados às 16h45, meia hora antes da saída da escola.
Ela explica que as duas salas de aula da Escola Elysio Viana que estão sendo usadas pela Assoma foram cedidas pela diretoria da escola. Segundo ela, uma passagem independente construída entre as duas instituições faz com que a rotina da escola não se altere pelo empréstimo das salas de aula.
Não há problemas entre os meninos carentes que estudam nas turmas normais da escola, garantiu. Ela disse que outras escolas, como a Hildebrando de Araújo, Conselheiro Carrão ou Paulina Borsani, que também recebem os carentes, nunca reclamaram do comportamento das crianças.
Na opinião da coordenadora, a diminuição registrada no número de alunos da escola também é resultante da baixa quantidade de crianças no bairro. Os meus filhos estudam em outra escola próxima, a Paulina Borsani, que também está com vagas sobrando, explica Ana Carolina.
Ela afirma que os menores carentes recolhidos na Assoma, além das aulas normais, participam de oficinas de marcenaria, cerâmica, horta, jardinagem, cozinha, lavanderia e outros. Quando eles saem daqui são devolvidos à sociedade com competência para exercer uma profissão, explica.


