Coordenador do Procon diz que há 'indício' de cartel
O coordenador do Procon em Londrina, Flávio Caetano de Paula, diz que a padronização de valores em um determinado setor ''é um indício'' de cartel, mas não o configura por si só. ''É necessário comprovar que há combinação de preços e a intenção de se fazer isso para segurar mercado, lucrar e prejudicar o consumidor'', explica. Ele observa, por outro lado, que a prática tem mostrado que é mais benéfico para o consumidor que haja escolha de preço e qualidade.
Segundo a Associação dos Transportadores de Entulho de Londrina (Atel), existem hoje na cidade pelo menos 1,2 mil caçambas. O presidente da entidade, Cláudio Mendes, diz que várias empresas já pensam em parar porque os custos da prestação do serviço não estariam compensando. ''Nossa margem de lucro líquido gira em torno de 7%, 8%. Pelo que oferecemos à cidade, em termos de meio ambiente, deveríamos pelo menos ter alíquota zero de imposto'', alega.
Clientes, porém, não faltam. E não são apenas donos de pequenos imóveis que contratam o serviço. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) contratou cerca de 200 caçambas para a ampliação do Complexo Operacional dos Correios em Londrina, na Zona Oeste. A obra está orçada em R$ 7,2 milhões.
O engenheiro André Luiz Nicastro, coordenador da construtora Beter S/A - empresa paulista contratada para executar o trabalho - diz que a escolha de caçambas ao invés de caminhões foi motivada por questões operacionais. Após fazer a tomada de preços na cidade, a empreiteira conseguiu alugar as caçambas grandes por R$ 60,00 cada, o que vai dar uma conta final de R$ 12 mil. (V.N.)





