Londrina - O coordenador do Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoolistas Libertad, Moacir Mansur Maru, foi preso por uma equipe do Grupo de Atendimento Especial ao Crime Organizado (Gaeco). A prisão foi no início da semana com base em um mandado de prisão expedido pela Juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) de Porto Alegre (RS). Maru está detido no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) em uma cela especial, por possuir curso superior.
De acordo com o promotor dos Direitos e Garantias Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares, o documento atesta que Maru foi condenado a pena de três anos e oito meses de reclusão por cometer delitos de estelionato e apropriação indevida. ''Convertida em pena restritiva de direito (que impõe condições para que o réu compareça regularmente ao Fórum) que não foi cumprida, houve a regressão do regime de pena (semi-aberta) e o mandado de prisão, que deverá ter a pena cumprida no Rio Grande do Sul'', explicou Tavares.
Na semana passada, o promotor recebeu uma denúncia da mãe de um ex-interno da entidade, que relatou situações de violência, retenção dos benefícios previdenciários dos internos, falta de assistência terapêutica adequada e cobranças excessivas nas mensalidades. ''Instauramos um processo investigativo que culminou no mandado de prisão.''
Tavares disse que solicitará à Vigilância Sanitária e ao Conselho Municipal de Políticas Públicas Sobre Álcool e Outras Drogas (Comad) uma vistoria imediata na entidade, que funciona na Zona Leste de Londrina desde janeiro deste ano, atendendo cerca de 70 internos. Segundo o promotor, o Centro funcionava sem licença.
O advogado da Libertad, Daniel Toledo de Sousa, informou que entrou ontem com um pedido de reconsideração da prisão junto ao juiz da VEP de Porto Alegre, argumentando as diferenças de entendimento da lei e de estrutura existentes nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Para Sousa, pode ter havido uma falha do advogado de Maru na capital gaúcha, ao informar ao cliente de que estava tudo bem. ''Ele (Maru) então se mudou para Londrina. Foi uma contradição de informações.''
Em relação à denúncia de maus tratos no Centro, Sousa afirma que não procede. ''Esta informação é totalmente equivocada. Não há nenhuma ação neste sentido contra o meu cliente.'' De acordo com o advogado, a expectativa é que Maru seja libertado entre hoje e amanhã.

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