O fundador e coordenador geral do Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoolistas Libertad, Moacir Mansur Maru, foi solto recentemente do Centro de Detenção e Ressociação (CDR), onde ficou detido por força de um mandado expedido pela Vara de Execuções Penais (VEP) de Porto Alegre (RS). Hoje, ele é obrigado a doar duas cestas básicas e comparecer mensalmente à VEP local.
A condenação foi por crimes de estelionato e apropriação indevida. Maru, que é advogado, explicou que ficou indevidamente com o R$ 840,00 de um cliente. ''Fizemos acordo e eu paguei o valor. Mas como a ação é movida pelo Estado resultou numa pena de prestação de serviços. Como estava internado, o juiz não aceitou o argumento por ser de vontade própria e fiquei preso 14 dias'', revelou. A internação foi para manter-se longe do vício, uma vez que ele foi usuário de drogas por 34 anos.
Com relação aos supostos maus tratos aos internos - que o coordenador faz questão de ressaltar que ''não têm nada a ver com a prisão'' dele - , Maru afirma que a denúncia não procede. Ele acrescentou que as adequações no espaço físico exigidas pela Vigilância Sanitárias foram feitas.

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