Coordenação lamenta falta de voluntários para o trabalho
A Arquidiocese de Londrina engloba 15 municípios da região, onde estão as 207 comunidades acompanhadas pela Pastoral da Criança. São 9.667 famílias, com 12,6 mil crianças de zero a 6 anos. Só em Londrina, 646 líderes comunitários acompanham, através de um trabalho voluntário, 4.630 famílias, com 5.953 crianças de até seis anos.
A coordenadora arquidiocesana da Pastoral de Londrina, Maria Vieira Tirollo, explica que as ações consistem na evangelização, ações básicas de saúde - que incluem trabalhos preventivos nas áreas da educação e nutrição - e ações complementares. Entre estas, está o fornecimento da multimistura, um complemento nutricional rico em vitaminas, proteínas e sais minerais, e orientação para uso de ervas medicinais e enriquecimento da dieta da família com o melhor aproveitamento dos alimentos.
Também promovemos nas comunidades palestras com profissionais de diferentes áreas, explica Maria. Ela lembra que as ações começam já na gestação, incentivando as futuras mães a amamentar, e continua com o acompanhamento do desenvolvimento da criança, com pesagem mensal, acompanhamento do esquema de vacinação e aconselhamento para casos específicos, como os que exigem reidratação oral com soro caseiro.
Maria ressalta que embora sejam ações pautadas pela evangelização, a Pastoral da Criança desenvolve um trabalho totalmente ecumênico, que acompanha famílias de todas as religiões e credos. Não visamos a religião, mas sim a vida das crianças, define a coordenadora. Ela esclarece também que a pastoral visa sempre o trabalho conjunto com as unidades de saúde, para onde as crianças são encaminhadas quando há necessidade. Temos também convênio com o Hospital Infantil, para os casos mais graves, que não foram resolvidos nas unidades básicas.
A coordenadora lamenta que não haja mais voluntários dentro da pastoral. Tem aumentado muito o número de famílias em situação de miséria em Londrina, e a quantidade de pessoas atuando no acompanhamento de crianças não tem crescido na mesma proporção. As regiões mais críticas são justamente aquelas em que há menos pessoas atuando e é comum ser ultrapassado o número ideal de crianças por voluntário, que é 10 para um. (S.L.)





