Coordenação espera por médico
Com a luz vermelha acesa, o PAI precisa urgentemente de reestruturação tanto física quanto de pessoal. A demanda até pode ser maior nos períodos mais frios por causa de doenças respiratórias, mas ainda assim, segundo a própria coordenação, melhorias são necessárias. A esperança é que pelo menos mais um médico seja contratado.
''A previsão (de recorde no número de atendimentos) preocupa porque o local não tem estrutura para atender toda essa demanda. Além de médicos, precisamos de estrutura para triagem e o pré-atendimento das crianças'', afirmou o coordenador médico do PAI, Mohamed El Kadri. Ele se baseia no número de atendimento feito este mês. De 1 de maio até ontem, às 12 horas, o PAI já havia atendido 4.043 crianças. Um total de 22 crianças passaram a noite de terça para quarta-feira em observação.
Segundo El Kadri, três médicos trabalharam na terça-feira. Ontem, apenas dois médicos estavam de plantão e um terceiro precisou ser acionado emergencialmente. Os 19 leitos do Pronto Socorro estavam ocupados e as duas salas de emergência também estavam cheias. Os principais problemas enfrentados pelas crianças são respiratórios, por causa do tempo frio. ''A expectativa é a liberação do pagamento das horas extras e a possibilidade de contratação de mais um médico para o período da manhã''.
Outra medida que ajudaria seria a maior utilização das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ele apontou que muitos pacientes que procuram o PAI poderiam ser atendidas nos postos de saúde. (L.A./M.O)





