O sócio-proprietário da Cooperbens (Locadora e Administradora de Bens e Loterias Ltda.), José Aparecido Gomes de Almeida, rebateu ontem a acusação da Polícia Civil, segundo a qual seriam ilegais as cerca de 50 mil raspinhas, cartelas de bingos e de outros sorteios apreendidas no apartamento dele, em Londrina, na última terça-feira.
‘‘Este material não é da Cooperbens e muito menos estava em nosso depósito para ser vendido ilegalmente. Ele pertence à Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI) da Prefeitura Municipal de Nova Aliança do Ivaí. As raspinhas foram usadas numa promoção da APMI, uma entidade filantrópica, de acordo com leis federais e municipal. Todos os prêmios foram pagos, e este material estava sendo recolhido, desde março - quando suspendemos a venda por decisão da Justiça -, para a prestação de contas perante a Câmara de Vereadores daquele município e o Tribunal de Contas do Paranᒒ, explica José de Almeida.
De acordo com ele, a Cooperbens receberia 8% do total arrecadado pela promoção da APMI. O trabalho prestado pela empresa seria o de distribuir o material para as lotéricas, arrecadar os valores pagos pelos apostadores e, agora, recolher o material que sobrou. ‘‘Nossa empresa sempre trabalhou dentro da legalidade, seguindo as normas federais que regem as loterias da Caixa Econômica Federal. Chegamos a empregar mais de 80 pessoas. Hoje, por causa da ação arbitrária da polícia, do abuso de autoridade, estamos quebrados, com a empresa falida’’, reclama José de Almeida.
O dono da Cooperbens diz que respeita a decisão da Justiça - que suspendeu em março último a venda deste tipo de jogo de várias empresas - e que aguarda com tranquilidade o julgamento da ação que impetrou contra o Estado reivindicando indenização por perdas e danos. A ação tramita na 1ª Vara da Fazenda em Curitiba. O empresário, que também possui fazenda no Mato Grosso do Sul, não foi ouvido para a nota publicada pela Folha na última quarta-feira porque estava viajando e não foi localizado.

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