As cooperativas querem manter a isenção do pedágio para o transporte agrícola por meio dos cupons-safra até o final do ano, apesar da redução nas tarifas que varia de 39% a 52%, em média. A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) quer um encontro com o governador Jaime Lerner, nesta segunda-feira, para definir o assunto. Os negócios fechados até o final do ano não prevêem a incidência de taxa extra como a dos pedágios. ‘‘Mesmo com o valor reduzido, o setor volta a ser tributado. E a agricultura é extremamente sensível aos aumentos de custos’’, justificou o assessor da Ocepar, Flávio Turra.
Com a redução do valor do pedágio, o custo no transporte do produto agrícola cai de 22% para 17,5%. Como na agricultura qualquer incidência de custo é vital para tirar a competitividade do produto, Turra prevê uma nova onda de negociações para saber qual setor vai arcar com esses custos - as transportadoras ou os produtores.
Segundo a Ocepar, o transporte de soja continua sendo o mais penalizado porque a praça de pedágio no trecho entre Curitiba e o Porto de Paranaguá teve o menor índice de redução, de 39%. ‘‘É justamente para esse trecho que converge toda a produção de exportação’’, explicou o técnico.
Apesar disso, as cooperativas consideram a redução no valor do pedágio uma conquista importante. O setor da produção animal e derivados não isento. ‘‘Esse setor será beneficiado’’, disse Turra. Segundo ele, as cooperativas reconhecem que, a longo prazo, a redução no valor da tarifa é melhor que os cupons-safra, que valeriam somente até dezembro.

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