Cooperativas de reciclagem receberão mais por domicílio atendido
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sábado, 11 de fevereiro de 2017
Reportagem Local 
As sete cooperativas de reciclagem que integram o sistema de coleta seletiva em Londrina passam a receber R$ 1,39 por domicílio atendido no mês. O valor está estipulado no novo contrato de prestação de serviço assinado com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), e que passou a valer em 4 de fevereiro. Anteriormente, o valor era de R$ 1.
O repasse feito pelo município era uma das grandes queixas dos trabalhadores da reciclagem, conforme reportagem publicada pela FOLHA em janeiro. Representantes dos cooperados contaram que em dezembro as cooperativas assinaram um aditivo contratual com validade de 60 dias, mas antes tiveram de negociar o repasse, que caiu de R$ 1,78 para R$ 1 por domicílio.
O presidente da CMTU, Moacir Sgarioni, afirmou que a recomposição faz parte da atual política da companhia de valorização dos trabalhadores da coleta. "O reequilíbrio desse valor é uma forma de reconhecimento e incentivo às cooperativas."
Sgarioni explica que o contrato firmado tem validade de 90 dias, período em que o acompanhamento do serviço será intensificado. Além do custo de R$ 1,39 para cada um dos cerca de 220 mil domicílios atendidos na cidade, a companhia auxilia as cooperativas com o repasse do INSS dos funcionários, limitado a R$ 143 por trabalhador, e banca ainda o aluguel dos barracões de triagem. Compõem o sistema de coleta as cooperativas Cooper Região, Cooperoeste, Coopernorth, Coopermudança, Cooper Refum, Coocepeve e Eco Recin.
BALANÇO
Em 2016, o volume total de materiais recicláveis comercializado em Londrina foi de 13.195,351 toneladas, número aproximadamente 17% superior ao registrado no anterior, quando foram vendidas 11.304,340 toneladas. A coordenadora de Resíduos Recicláveis da CMTU, Eliene Moraes, destacou que em 2016 também houve aumento no número de pessoas integradas ao sistema. "A média de trabalhadores em 2015 era de 377. Já no ano passado as sete associações somavam juntas 446 cooperados", informou.
De acordo com dados da CMTU, a média de renda dos recicladores era de R$ 1.007 em 2015. No ano seguinte, ficou em R$ 853,69. A coordenadora atribui a queda na remuneração às variações no preço do material vendido às indústrias. "Até dezembro passado, as empresas pagavam às cooperativas R$ 1,20 pela tonelada de garrafa pet. No entanto, em 2015 o valor era de R$ 1,60. Com período de crise enfrentado pelo país, os compradores diminuem o preço pago pelos insumos e isso se reflete no rendimento dos catadores", avaliou.
SERVIÇO - Dúvidas sobre os resíduos que podem ser reaproveitados, o dia de atendimento nos bairros e a forma de contato com as cooperativas podem ser esclarecidas no www.cmtuld.com.br ou junto ao Serviço de Atendimento à Comunidade (SAC) da companhia, pelo fone 3379-7900. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.


