A direção da Cooperval, autora da denúncia, defende a idéia de adoção de jalecos de identificação e de carrinhos com o número e nome do carregador dentro de todas as dependências da Ceasa. Segundo o diretor Francisco Rodrigues, esta seria a única maneira de coibir a atuação ilegal dos menores. A proposta ainda não foi discutida oficialmente.
No início da semana, a direção da Ceasa distribuiu nota à imprensa afirmando que o trabalho de menores é expressamente proibido dentro das instalações da Central. O Regulamento de Mercado da Ceasa também estabelece que a contratação de serviços de carga e descarga deverá ser feita diretamente pelos usuários e produtores.
Rodrigues diz que não acredita que as exigências de identificação e de autorização junto à Ceasa e à Cooperval possa criar um ‘monopólio’ dos trabalhadores autônomos. Segundo Rodrigues, todos os serviços realizados na Ceasa já obedecem a uma tabela de preços e não haveria risco de cobranças de taxas diferentes. ‘‘A nova sistemática somente facilitaria a fiscalização da mão-de-obra’’.

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