Cooperativa quer aumentar coleta de isopor
Uma recente parceria entre a cooperativa de reciclagem Cooper Região e uma fabricante de embalagens industriais de Santa Catarina tem evitado que cerca de sete toneladas de isopor sejam enviadas todos os meses ao aterro sanitário de Londrina.
A empresa Termotécnica, de Joinville (SC) cedeu, em regime de comodato, uma máquina extrusora que está no barracão há cerca de quatro meses. O equipamento tritura e derrete o isopor, que sai pronto para ser embalado e enviado a SC para ser reutilizado pela própria empresa, na fabricação de embalagens, ou revendido a outras indústrias. Para cada quilo de material processado, a cooperativa recebe R$ 0,85. O transporte fica por conta da empresa catarinense.
A cooperativa sempre recolheu o isopor que era descartado pela população junto com os materiais recicláveis, mas era um item que só dava despesa. Segundo o presidente da Cooper Região, Zaqueo Vieira, a cooperativa recebe, em média, entre seis e sete toneladas de isopor por mês. Mas com a máquina extrusora em atividade, a cooperativa vai poder divulgar à população a possibilidade de reciclagem deste tipo de material e a expectativa é que o volume aumente gradualmente.
A união com outras cooperativas também deve contribuir para o aumento do processamento do material. "A gente vai dividir as despesas com energia elétrica e o valor arrecadado vai ser repassado igualmente entre as cooperativas. Três barracões já confirmaram que vão enviar o isopor para a gente", disse o presidente da cooperativa. Até o final do ano, a Cooper Região deve ganhar um novo barracão específico para a reciclagem do isopor, com 770 metros quadrados.
Um tipo de plástico celular e rígido, uma espuma moldada, utilizado em construção civil e na confecção de caixas térmicas para armazenamento de bebidas e alimentos
Máquina tem capacidade para processar uma tonelada diária de isopor conferindo-lhe outra forma
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





