Curitiba O presidente da Cooperativa Batavo, Franke Djikstra, afirmou que vai recorrer da multa de R$ 1 milhão aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Ele argumenta que os filtros para diminuir a poluição na secadora de milho da cooperativa, em Tibagi (101 km ao Norte de Ponta Grossa), já foram encomendados e parte inclusive já chegou ao local. Na última sexta-feira, o IAP interditou o local e aplicou a multa porque a poeira gerada pela secadora estava causando problemas respiratórios em crianças de uma escola próxima. O presidente da Batavo reclama também da construção de uma escola justamente ao lado da secadora.
''Já tínhamos sido alertados pela Prefeitura de Tibagi do problema e já estamos providenciando os equipamentos. Mas ainda nem tinha dado tempo de serem instalados'', explicou Djikstra. Segundo ele, foram gastos R$ 400 mil com os equipamentos.''Toda secadora faz poeira. Mesmo com equipamentos. O que não podia era colocar uma escola ao lado e fazer um loteamento perto. Estamos lá há 20 anos'', reclamou. Ele diz que a secagem de milho foi transferida por enquanto para outra secadora da cooperativa em Tibagi mesmo que já tem os filtros.
A prefeitura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a escola não foi construída na gestão do atual prefeito, Sinval Silva (PMDB). A prefeitura afirmou ainda que quer que a Batavo continue no município, já que é uma região agrícola e a secadora é importante, mas quer uma atividade regulamentada.
Segundo o IAP, além de estar prejudicando as pessoas, a secadora estava poluindo o meio ambiente. A denúncia foi feita ao Ministério Público (MP) estadual pela Organização Não-Governamental (ONG) Planeta Azul. O IAP informou que os danos à saúde dos alunos foram comprovados através de atestado médico de uma pediatra do município.

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