A Cooperativa de Trabalhadores Autônomos de Curitiba (Cosmo) completou ontem seu primeiro ano de atividade com bons motivos para comemorar. Desde que foi formada, transformou-se em uma oportunidade de trabalho e renda para 350 pessoas com pouca ou nenhuma qualificação profissional. ‘‘A grande vitória da Cosmo foi a recolocação no mercado de pessoas que, por falta de união e organização, estavam à margem do processo produtivo’’, disse o prefeito Cassio Taniguchi.
Através da Fundação de Ação Social (FAS), a prefeitura ajudou o pequeno grupo de 30 pioneiros da cooperativa a aumentar nove vezes o quadro de cooperados. A Cosmo reúne trabalhadores idosos e de baixa escolaridade, com pouca qualificação para o mercado formal. Com o apoio da FAS, os cooperados deixaram a condição de desempregados e hoje atuam como autônomos no mercado. ‘‘Nosso papel na cooperativa foi identificar um nicho de mercado onde esses trabalhadores poderiam atuar’’, diz a presidente da FAS, Marina Taniguchi. ‘‘Eles receberam treinamento específico para atuar na limpeza de terrenos, roçada, horta e gerenciamento de resíduos, áreas em que suas limitações, como a baixa escolaridade, não interferem.’’
Vida nova - Oferecendo seus serviços no mercado, os cooperados ganham até R$ 330,00 por mês, além de benefícios como vale-transporte, seguro de vida, auxílio funeral e a contribuição ao INSS, que garante a condição de segurados da Previdência Social e conta tempo para aposentadoria.
Natanael de França, 57 anos, é uma dessas pessoas. Ele participa da cooperativa há 6 meses, quando trocou a incerteza dos ‘bicos’ que fazia como pedreiro pelo trabalho de abrir valetas.

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