O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Londrina autuou ontem a Cooperativa Central Agro-Industrial Ltda (Confepar) pelo lançamento de resíduos industriais no Córrego da Mata, que desemboca no Córrego Cambezinho, um dos formadores do Lago Igapó Quatro. A empresa foi considerada reincidente e multada em R$ 80 mil porque, no dia 25, havia sido autuada em R$ 25 mil pelo mesmo problema.
Foi a segunda agressão ecológica sofrida nesta semana pelo Igapó, o principal cartão postal de Londrina. Na terça-feira um emissário de esgoto da Sanepar se rompeu e parte dos dejetos foi parar no Córrego do Leme, que forma o Igapó Um. A Sanepar foi notificada pelo Ibama e, depedendo do resultado da análise da qualidade da água – feita pelo IAP – também poderá ser autuada.
‘‘Vamos recorrer porque não é do nosso feitio ter problemas dessa natureza. foi um acidente mas já lacramos o local e comunicamos ao IAP’’, disse o gerente administrativo-financeiro da Confepar, Paulo Roberto Martins Pereira. Segundo ele o acidente ocorreu porque uma galeria de águas pluviais tinha uma ligação com a tubulação de uma caixa de tratamento da empresa. Segundo Pereira, o material que atingiu o córrego era água, usada para lavar o piso da fábrica de laticínios.
A denúncia contra a Confepar partiu da Entidade Ambientalista Patrulha das Águas. Segundo o vice-presidente, João Batista Souza, nos últimos seis anos a empresa foi denunciada seis vezes. Há dois anos a Confepar foi chamada para um acordo na Promotoria de Defesa do Meio Ambiente.
O Ibama aplicou ontem uma multa de R$ 6 milhões no proprietário da Fazenda Santa Inês, o pecuarista Osvaldo Cid Nunes da Cunha, pelo incêndio que devastou 7,5 mil hectares do Pantanal matando 86 cabeças de gado e cerca de 40 animais silvestres, entre os quais uma onça parda. Ele também foi denunciado ao Ministério Público Federal por crime ambiental. Segundo o Ibama, foi o maior incêndio provocado na região nos últimos 50 anos. O incêndio já foi controlado graças às chuvas que caem na região. (Com Agência Estado)

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