Cooperativa ajuda catadores de lixo
Lucinéia Parra
De Maringá
Famílias de baixa renda de Maringá e região estão tendo uma nova alternativa de trabalho com a fundação da Cooperativa dos Catadores de Papéis. Fundada pela Comissão Arquidiocesana do Serviço das Paróquias de Santa Maria Goretti e Santa Isabel de Portugal, a cooperativa conta com o trabalho de voluntários para receber o lixo reciclável e já foram cadastradas 25 famílias.
A maioria dos cooperados é mulher. Conforme a coordenadora da Comissão Arquidiocesana, Vera Tasca, a cooperativa é um novo ponto de referência para famílias miseráveis. Estamos dando oportunidade de trabalho para pessoas que não têm condições de atuar em outras atividades, mas que necessitam aumentar a renda familiar, explicou. Além de papéis, os catadores recolhem todo tipo de lixo reciclável. O material coletado é levado para a sede da cooperativa, que funciona em um prédio cedido pela prefeitura, na área central de Maringá.
Na cooperativa, um grupo de voluntários trabalha para controlar a quantidade de lixo reciclável entregue todos os dias pelos catadores. Cada pessoa tem uma ficha própria. Um dos associados é responsável pela comercialização do material e distribuição do dinheiro aos catadores, que separam o lixo na própria cooperativa.
De acordo com o padre Bruno Eliseu Versari, um dos idealizadores da cooperativa, o projeto está sendo executado desde março de 98, com a elaboração de um estatuto. Nesta primeira fase, explica o padre, a cooperativa só está recebendo e comercializando o material reciclável. Na segunda etapa, através de um trabalho intenso com voluntários, o objetivo é orientar os moradores para que façam a separação do lixo em casa. Na fase seguinte, o objetivo é que a cooperativa faça a reciclagem do lixo. Para isso, a instituição já mantém uma parceria com o departamento de Engenharia Química e com o Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual de Maringá.
O pedreiro José Martins Fagundes é um dos associados. Ele conta que é muito difícil ganhar um salário fixo com o trabalho de pedreiro. Por isso, está recolhendo lixo reciclável papéis, latas e vidros diariamente. Recolho o lixo na vizinhança e por todo lugar por onde passo, disse. Fagundes não soube informar quanto recebe por mês. Faz poucos dias que sou associado, justificou.





