Conversão de partituras para cegos
Se para uma criança com todas as habilidades motoras e snesoriais preservadas já é difícil o acesso à musica, para alguém com deficiência visual, isso se torna um desafio e tanto. Mas o músico Marcio Fumaco, do Rio Grande do Sul, não só conseguiu aprender como hoje ensina música aos alunos da rede municipal de seu estado. Em seu currículo, além da graduação em Música, toca instrumentos como piano, acordeão e flauta doce. O gaúcho esteve à frente de uma das oficinas do Encontro da Abem, em Maringá.
Defensor de que a música tem poder de ser um caminho para a inclusão, já que ele próprio diz ter passado por situações de exclusão, tenta desenvolver técnicas capazes de ampliar os canais de percepção tanto de quem enxerga como aos cegos. ''Como deficiente visual tenho que transmitir aos meus alunos maneiras de construção da imagem na música. Esta pode se dar pelo tato, por meio da exploração dos instrumentos, além do uso das tecnologias, forte ferramenta que tem auxiliado na conversão de partituras para o braille'', comenta.
A conversão das partituras por meio de programas de computador como o Braille Music Editor, segundo ele, ampliou a possibilidade de desenvolver suas habilidades pessoais e profissionais. ''Quando comecei a tocar piano, existiam pouquíssimas partituras em braille. Hoje, ainda que as novas tecnologias estejam bem no início, já permitem um acesso infinitamente maior aos diversos tipos de materiais.'' Diversidade que, para ele, já começa a diminuir a grande lacuna existente no aprendizado e ensinamento da música. (M.T.)





