Conversa para reduzir os riscos
Mãe de Julia, 7, e Isadora, 17, Neide de Jesus Pereira toma todos os cuidados recomendados para garantir a segurança das filhas. Quando foi escolher a empresa de transporte escolar para a caçula, ligou antes na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para saber se a firma era cadastrada e só assinou o contrato depois de conhecer os responsáveis pelo serviço.
Diariamente, Neide espera a van com Julia na porta do prédio para certificar-se de que ela embarcou sem problemas. ''Também digo a ela para não conversar nem aceitar presentes de estranhos'', contou. Com Isadora, revela que as preocupações foram maiores porque, aos 13 anos, a adolescente passou a utilizar ônibus para chegar ao colégio.
''No primeiro dia fiquei bastante preocupada, apesar de ter feito todo o percurso com ela anteriormente'', disse. Além de recomendar cuidado com o trânsito e evitar conversa com estranhos, Neide orientou a filha a não se atrasar para tomar o coletivo de volta para casa. ''Sempre pedi que ela não ficasse conversando com os amigos por muito tempo depois da saída.''
Neste ano, Isadora passará a utilizar transporte escolar porque passou no vestibular e a instituição de ensino fica em um lugar de acesso mais difícil. ''Para utilizar transporte coletivo, ela teria que pegar dois ônibus.''
Kelly Macedo Silva também aposta na conversa para evitar que o filho Rodrigo, 6 anos, exponha-se a riscos. ''Sempre explico para ele que não pode conversar com estranhos.'' Neste ano, o garoto está frequentando uma escola particular e sempre é deixado dentro dos portões do estabelecimento pelo pai.
Ano que vem, porém, ele vai para uma escola pública e passará a ser ainda melhor orientado. ''Fico preocupada porque o colégio é maior, tem mais gente. Pretendo esperá-lo todo dia antes da hora da saída, para evitar deixá-lo sozinho.'' (C.A.)





