A Associação das Entidades Paranaenses de Benefícios Assistenciais (Assepas) e o Comitê de Integração das Entidades Fechadas de Assistência à Saúde (Ceifas) estão contratando médicos para atender os usuários dos planos de saúde das 11 empresas filiadas à Assepas em Londrina. A alternativa é uma saída à falta de acordo com o Departamento de Convênios da Associação Médica de Londrina (AML) que oferece os 630 médicos associados pelos valores estipulados pela Lista de Procedimentos Médicos 96 (LPM).
O anúncio da seleção foi publicado em jornais do Estado nesse final de semana. Serão contratadas as especialidades de pediatria, ginecologia e obstetrícia, oftalmologia, ortopedia e clínica geral.
Paralelamente, a Assepas está negociando a contratação de uma ‘‘grande rede hospitalar’’ para garantir o atendimento de seus beneficiários. A diretoria da Assepas não quis revelar o nome da rede hospitalar.
A falta de acordo entre Assepas e AML está nos valores estipulados pela LPM-96 para os procedimentos médicos. A lista, apresentada pela Associação Médica Brasileira (AMB), representa um aumento médio de 20% nos itens contratados. A consulta teria um aumento um pouco maior, passando de valores entre R$ 18,00 e R$ 30,00 - pagos atualmente pelos convênios - para R$ 39,00. A AML chegou a propor uma redução de 20% para os valores da LPM em julho, 10% em outubro e em janeiro a Assepas pagaria os preços integrais. Cerca de 370 médicos que atuam em Londrina ainda não fazem parte do Departamento de Convênios da AML. Londrina tem cerca de 1.000 médicos; 700 são da AML.
A AML já assinou contrato com sete planos de saúde em Londrina - Unimed, Hospitalar, Promed, Viação Garcia, Lincks, Saúde Corpori e Pró-Vida. Hoje pela manhã deve ser assinado o contrato com a Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensões dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Caapsml). Esses oito planos, segundo estimativas da AML, devem ter 180 mil beneficiários. Em Londrina, segundo a AML, cerca de 210 mil pessoas estão vinculadas a um plano de saúde.
Os que ainda não entraram em acordo - Clinihauer, Amil e Golden Cross - estão sendo ouvidos pelo promotor substituto de Defesa do Consumidor, Bruno Galatti que atende uma representação da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e outra do Ciefas contra a AML. A Ciefas também entrou com uma medida cautelar contra a AML. Nenhuma decisão sobre a ação foi tomada até o momento. O juiz aguarda apresentação de documentos pela AML.

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