Convênio vai integrar população
carente ao mercado de trabalho
Guilherme Vieira

Albari Rosa
Diogo Kniaski (fardado): aos 12 anos, ensinando música para criançasApesar da pouca idade, apenas 12 anos, o clarinetista da Banda do Colégio Militar de Curitiba Diogo Rosa Kniaski acredita que é capaz de impulsionar o Brasil para a frente. Kniaski é um dos instrutores voluntários do Comitê de Entidades Públicas no Combate à Fome e Pela Vida (Coep-PR), e ensina música para crianças carentes através de convênio firmado entre o Coep-PR e diversas instituições, como a Igreja Católica e evangélicas e o Banco do Brasil. ‘‘Penso que estou dando o melhor de mim para que o Brasil progrida’’, disse Kniaski ontem em Curitiba, durante a assinatura de novos contratos para ampliação do programa.
Foram firmados cinco convênios que vão utilizar o trabalho voluntário nas áreas de microinformática, musicalização infantil, nutrição e educação. Segundo a secretária executiva do Coep-PR, Conceição Contin, esse trabalho vai contribuir para integrar a população carente ao mercado de trabalho pela capacitação profissional dos participantes do programa, que antes estavam à margem do processo produtivo. O resultado de tudo é o desenvolvimento da cidadania. ‘‘Não dá para esperar por iniciativas governamentais, quando a sociedade exige soluções imediatas’’, disse a secretária.
O Coep-PR foi criado em 31 de outubro de 1995 e foi o primeiro do País. Em 3 de novembro de 1997 foi realizado o primeiro Treinamento de Microinformática para Adolescentes Assistidos, que beneficiou nove jovens de programas mantidos pela Caixa Econômica Federal e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

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