Convênio vai construir 481 apartamentos
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sexta-feira, 25 de maio de 2001
Rosana Félix De Curitiba 
A Caixa Econômica Federal e a Prefeitura Municipal de Curitiba assinaram ontem contrato para a construção de 481 apartamentos dentro do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). O investimento de R$ 9,6 milhões feito pelo banco deve beneficiar cerca de 2 mil pessoas cadastradas na Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab), enquadradas dentro da renda familiar de 4 a 6 salários mínimos.
Os empreendimentos 321 apartamentos no Sítio Cercado e 160 no Campo Comprido serão feitos em áreas da Cohab que já possuem infra-estrutura. A responsabilidade das obras será de três construtoras. Segundo o diretor presidente da companhia, Armando Deboni, serão construídos prédios de quatro pavimentos. Com isso diluímos custos fixos dos terrenos, explicou.
A fila da Cohab possui atualmente cerca de 60 mil pessoas, informou Deboni. Curitiba tem, hoje, devido à população e às áreas de mananciais, limitações territoriais para novos empreendimentos, reconheceu. Ele disse que a região sul ainda pode ser utilizada, mas que ela também já está em seu limite. Além disso, em função da falta de áreas, os preços subiram muito, e por isso todo o planejamento visa agora a Região Metropolitana de Curitiba, através de parcerias com os prefeitos, afirmou.
O PAR, lançado pela Caixa em julho de 1999, é uma nova modalidade para o acesso à habitação. O morador paga uma taxa mensal de aproximadamente R$ 140,00 durante 15 anos e depois desse período ele se torna proprietário do imóvel. Deboni disse que esse valor é inferior ao que é pago de aluguel por muitas famílias da Cohab. As casas vão ter no mínimo 37 metros quadrados de área construída. Segundo o presidente da Cohab, normalmente o órgão só oferecia lotes urbanizados, e os moradores construíam suas casas.
O superintendente regional de Negócios da Caixa, Jorge Kalache Filho, disse que o programa já investiu R$ 50 milhões em projetos habitacionais em Curitiba, somando empreendimentos já contratados e outros ainda em fase de estudo. Isso representou a construção de 1.094 moradias. Provavelmente teremos outros R$ 50 milhões a disposição até o final do ano, declarou.
Tanto Kalache como o presidente da Cohab disseram que um grande desafio a ser cumprido ainda é oferecer moradias para a população de baixa renda, de até 3 salários mínimos.


