Convênio vai beneficiar 185
famílias carentes de Londrina
Lúcio Horta
Arquivo FolhaAssentamento do conjunto João Turquino: famílias estão otimistas com a possibilidade de trocar o barraco por uma casa de alvenaria.A prefeitura de Londrina assinou ontem de manhã convênio para construção de 185 casas no assentamento do conjunto João Turquino, zona oeste da Cidade, ao lado do Jardim Olímpico. O investimento total será de R$ 566 mil - R$ 461 mil do programa Habitar Brasil, do Governo Federal, e o restante como contrapartida da administração municipal.
A cerimônia de assinatura do convênio e entrega de parte do material de construção ocorreu ontem de manhã, em frente ao Centro Comunitário do João Turquino, com a participação do prefeito Antônio Belinati; do superintendente da Caixa em Londrina, Claudemir Destro; do presidente da Cohab-Ld, Wilson Mandelli; do presidente da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), João Milanez, representantes da comunidade local e demais autoridades.
Cada casa terá 25,22 metros quadrados e será construída pelos próprios moradores, com a orientação de técnicos Cohab. O diretor técnico da companhia, Heleno Solano Rabello, diz que o material será entregue a medida que as casas vão sendo levantadas. Além de materiais básicos para construção, como cimento, cal e areia, as famílias também receberão toda parte de acabamento, desde telha de barro até torneira.
A expectativa da Cohab é que em cinco meses todas as 185 casas já estejam prontas. As famílias beneficiadas, segundo Rabello, foram aquelas mais carentes, que estã há mais tempo no assentamento e que tem o terreno cadastrado na Cohab. Elas não pagarão nada pelo material, que foi comprado com recursos a fundo perdido. ‘‘Esse programa vai valorizar o bairro. E não é só casa. A Cohab vai também orientar até as famílias que não têm condições de fazer a casa sobre como proceder’’, explica.
As famílias atendidas pelo programa estão otimistas com a possibilidade de trocar o barraco por uma casa de alvenaria. É o caso da dona de casa Eliete Francisca dos Santos, uma das primeiras moradoras do João Turquino e que mora no assentamento com o marido e dois dos três filhos. Um deles mora com a avó, porque não cabe no pequeno barraco. ‘‘Foi uma surpresa. A gente ficou muito contente com e espera que a vida possa melhorar daqui para frente’’, diz.
Segundo a moradora, o marido está desempregado e, não fosse o programa, não haveria possibilidades de melhorar o barraco em que vivem hoje. Ela conta que o problema é agravado quando chove. ‘‘O barraco balança, molha tudo e a gente tem que ir para o vizinho. É um sufoco’’, conta.
O tereno da família de Eliete, assim como das outras famílias beneficiadas pelo programa, já está sendo preparado para a construção da casa, que deve começar efetivamente essa semana. Heleno Rabello explica que os moradores vão receber os materiais de construção ‘‘mastigados’’, ou seja, o concreto, por exemplo, virá pronto e a madeira cortada. Por isso, ele acredita que eles não vão ter grandes dificuldades para levantar a casa.

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