Os tratamentos médicos e odontológicos poderão ficar mais baratos. O presidente da Associação Médica Brasileira, Antônio Celso Nunes Nassif, e o secretário-geral do Conselho Federal de Odontologia (CFO), Eros Petrelli, também professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), anunciaram ontem em Curitiba a oficialização de convênio que vai permitir ao paciente ter um tratamento dentário 50% mais barato do que o previsto numa consulta particular ou em planos de saúde comuns. O projeto deve começar a funcionar entre o final de setembro e início de outubro.
O programa faz parte do Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam), um convênio de saúde alternativo lançado nacionalmente em abril pela AMB depois que o governo federal regulamentou as novas regras dos planos de saúde. Segundo Antônio Nassif, a idéia é alcançar uma ‘‘faixa significativa da população sem condições de acesso a clínicas particulares, planos e seguros de saúde’’.
‘‘Quem firmar este convênio vai eliminar a burocracia das administradoras de saúde que funcionam como intermediadoras dos planos’’, assinalou Eros Petrelli, do CFO. Nassif prevê que o Sinam possa estar funcionando em todo o país entre o final de setembro e início de outubro. O período atual é de cadastramento de médicos e dentistas em todo o Brasil.
A estimativa é de que até o final do ano 130 mil médicos e cerca de 100 mil dentistas espalhados pelo Brasil estejam credenciados no sistema. Empolgado com o possível sucesso do projeto, Nassif espera que cerca de 2 milhões de pessoas apostem no novo convênio médico até janeiro do ano que vem. ‘‘No Sinam, não existe mensalidade ou o pagamento de anuidade’’, explica Nassif. Segundo ele, o usuário só paga quando precisa de uma consulta. Uma radiografia simples, por exemplo, que custa entre R$ 15,00 e R$ 20,00, sairá por aproximadamente R$ 7,50.
Para ter acesso ao Sinam, Nassif afirma que basta o interessado ligar para a sede da AMB em São Paulo pelo telefone (011) 289-3511 e obter a ficha de inscrição. O cliente pagará uma taxa de R$ 39,00. Ele terá uma carteira do Sinam e uma lista dos médicos credenciados. ‘‘Será uma oportunidade para democratizar a medicina liberal onde o paciente negocia o preço diretamente com o profissional da saúde’’, observou Nassif.Mauro FrassonAntônio Nassif, da Associação Médica Brasileira, e Eros Petrelli, do Conselho Federal de Odontologia, oficializam o convênio em Curitiba, afirmando que tratamentos custarão 50% menos que o habitualPlano alternativo
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