Convênio prevê pesquisa sobre ecossistema
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sexta-feira, 25 de junho de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Pesquisadores, técnicos e alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vão ser responsáveis pela recuperação de áreas degradadas da região. Para viabilizar o Projeto de Pesquisa e Geração de Tecnologia em Restauração de Ecossistemas Florestais no Norte do Paraná, o secretário estadual do Meio Ambiente, Luis Eduardo Cheida, esteve ontem na cidade e assinou o convênio que repassa a quantia de R$ 460 mil para a universidade. Segundo o secretário, o projeto também integra o Programa Estadual de Mata Ciliar, e priorizará as margens de mananciais de abastecimento como do Ribeirão Cambezinho e do Cafezal, em Londrina. O repasse será feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
De acordo com o coordenador do projeto e professor do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, José Marcelo Torezan, os recursos vão possibilitar a construção do centro de treinamento, além de melhorar a capacidade da universidade para armazenar sementes, já que serão adquiridos novos equipamentos. ''Poderemos transformar os resultados das pesquisas, que antes eram restritos a esfera acadêmica, em ferramentas para restaurar o ecossistema'', disse Torezan.
Cerca de 35 pessoas estarão envolvidas na capacitação de viveiristas das prefeituras e de profissionais da área. ''Serão quatro turmas de 20 pessoas por ano. Como o projeto tem validade de dois anos, esperamos capacitar cerca de 160 profissionais'', declarou Torezan. Com a ajuda da genética, os pesquisadores terão a possibilidade de produzir mudas nativas em processo de extinção para reflorestar a região. ''Nosso objetivo é plantar até 2006, cerca de 90 milhões de mudas em todo o Estado'', disse Cheida.


