A Prefeitura de Curitiba assinou ontem um contrato de compra de medicamentos com a Fundação para o Remédio Popular (Furp), maior indústria farmacêutica oficial do País, que só atende empresas públicas. O contrato vai garantir a aquisição de 38,4 milhões de unidades de 29 tipos de medicamentos, a maioria de uso contínuo, destinados ao tratamento de problemas de hipertensão arterial, saúde mental, diabetes e cardiopatias.
Os remédios vão abastecer, no ano que vem, a farmácia básica curitibana, que distribui gratuitamente os produtos à população que procura atendimento médico nas unidades municipais.
Além dessa compra, a Prefeitura vai adquirir mais 21,6 milhões de unidades de medicamentos de todo o tipo. O volume total, 60 milhões de unidades, é 50% maior do que o distribuído neste ano.
‘‘O contrato garantirá remédios básicos à população, que hoje me cobra pela falta de alguns itens nos postos’’, diz o prefeito Cassio Taniguchi. Os medicamentos de uso contínuo, para hipertensão e diabetes, e os antibióticos são os mais utilizados pelas pessoas atendidas nas unidades de saúde.
O secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci, diz que a assinatura do contrato traz mudanças na forma de chegada dos remédios na Prefeitura de Curitiba. É que a negocição com a Furp, que também é uma empresa pública, dispensa os processos licitatórios para compra de produtos, o que evita burocracia e agiliza a entrega. ‘‘Com isso teremos a certeza que os 29 itens estarão todos os meses nas unidades de saúde’’, diz.
Taniguchi também destaca que a compra dos produtos da fundação garantirá economia aos cofres públicos. O superintendente da Furp, Pompílio Mercadante, afirma que por ter uma grande escala de produção, a empresa é vista como uma formadora de preços no País. De janeiro a novembro deste ano, a Furp bateu recorde histórico, fabricando quase 1,2 bilhão de unidades de medicamentos.
Mercadante lembra que a população curitibana pode ficar tranquila quanto à qualidade dos remédios que serão distribuídos na cidade. Segundo ele, uma prova é o certificado ISO 9002 para os antibióticos, que a fundação recebeu em setembro deste ano.

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