Convênio garante casas mais baratas para favelados
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segunda-feira, 08 de outubro de 2001
Vânia Moreira <br> De Umuarama 
A Caixa Econômica Federal e a Prefeitura de Umuarama assinaram ontem um convênio inédito no Brasil para construção de casas populares. Esta será a primeira vez que um projeto habitacional da Caixa em parceria com uma prefeitura será executado sob a supervisão da Companhia Paranaense de Habitação (Cohapar) Cohapar. Assim, as casas não serão construídas por empreiteiras, como acontece normalmente nos projetos habitacionais da Caixa, e sim pelos próprios moradores.
A parceria entre a Caixa e a Cohapar foi sugerida pelo prefeito Fernando Scanavaca (PPB) e permitirá a construção de 207 moradias pela metade do preço. As casas destinam-se à remoção de aproximadamente 200 famílias que moram nas margens e encostas dos córregos urbanos.
Segundo Scanavaca, se fossem construídas através de empreiteiras, as casas de 29 metros quadrados custariam cerca de R$ 8 mil. Com o sistema a ser utilizado, cada casa custará em torno de R$ 4 mil, com prestações mensais de R$ 18,00. ''Em vez de 100, faremos 200 casas e os mutuários pagarão prestações baratas'', disse.
Autor da emenda que garantiu R$ 450 mil da CEF para o projeto, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse que a proposta criada em Umuarama pode ser adotada em outras cidades por causa do melhor aproveitamento do dinheiro e das vantagens para os mutuários.
As 207 casas começam a ser construídas em 15 dias no Parque Industrial, onde já existe um projeto de desfavelamento. Antes de iniciar a construção, a prefeitura assinará o convênio com a Cohapar. Segundo o gerente regional da Cohapar em Umuarama, Fernando Lamas, os mutuários receberão o dinheiro para construir. Entretanto, terão de obedecer os projetos técnicos, normas e prazos da Cohapar, que supervisionará e fiscalizará a construção.
O município doou o terreno e vai complementar a verba federal com mais R$ 180 mil. As casas devem estar prontas em seis meses. Este foi o prazo dado pelo promotor especial do meio ambiente Pedro Valter Torrezan para que o município retire os moradores das margens dos córregos, isole e recupere as áreas de preservação ambiental.


