Convênio garante a poda de 50 mil árvores
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quarta-feira, 09 de abril de 1997
Edmara Michetti 
A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) vai podar as 50 mil árvores que estão debaixo das linhas de alta tensão da Cidade. O trabalho, que deve começar ainda este mês, está previsto para terminar em setembro. O termo de cooperação foi assinado ontem com a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) em estande da 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.
O trabalho vai ser supervisionado pela AMA para que a poda seja adequada para a preservação das árvores. Para dar conta do serviço em cinco meses, 80 pessoas devem ser envolvidas na poda. A maioria, segundo o superintendente regional da Copel, Elmar Lopes, será contratada e fiscalizada pela companhia. Se a poda for malfeita pode mutilar a árvore, o que aconteceu com a nossa equipe, hoje mais treinada, admite Lopes.
Cada poda, segundo Lopes, custa entre R$ 3,80 e R$ 4,00. As 50 mil a serem podadas pelo convênio custaram aproximadamente R$ 200 mil. O custo, de acordo com Lopes, é quase todo de mão-de-obra. A intenção da Copel, segundo ele, é reduzir esses gastos anuais com a instalação de 203 quilômetros de rede compacta protegida. A rede protegida, que foi instalada em 40 quilômetros da rede de alta tensão no Centro, no ano passado, reduz em 80% o volume de podas. Com a ampliação, segundo Lopes, 65% da rede de alta tensão da Cidade será do tipo compacto protegido.
Londrina será uma das cidades com melhor rede de energia elétrica do País, afirma. Segundo ele, a rede protegida oferece uma confiabilidade próxima de 100% no fornecimento ininterrupto de energia elétrica. A queda de energia pelo toque das árvores não ocorre com a rede protegida. Isso sem contar que, se alguém tocar numa árvore encostada na rede de alta tensão desprotegida, pode sofrer uma descarga.
A troca do tipo de rede depende ainda de uma parceria com o município, que já está sendo discutida, segundo Lopes. O trabalho, que deve demorar um ano e meio, deve custar R$ 6,3 milhões. A Prefeitura deverá entrar com a metade desses recursos.
Segundo o presidente da AMA, Nélson Takeo Kohatsu, Londrina tem 300 mil árvores nas vias urbanas e outras 200 mil nas praças e jardins. Seis equipes de funcionários se responsabilizam pela poda. Como a estrutura é pequena fazemos o trabalho atendendo sempre prioridades. Kohatsu afirma que a AMA pretende passar o serviço para empresas privadas, através de regulamentação da lei. Com isso, a AMA deixaria de gastar com a poda. As empresas, na sua opinião, poderiam trocar o serviço por publicidade. Mesmo que o trabalho seja passado para a iniciativa privada, a AMA continuará controlando as podas.


