As funerárias de Maringá vão operar o Instituto Médico-Legal (IML) da cidade, que vinha trabalhando com deficiência devido à falta de pessoal. O acordo, firmado entre a Associação dos Serviços Funerários de Maringá, prefeitura, e Secretaria de Segurança do Estado, deve melhorar o atendimento. As funerárias ficarão responsáveis pela operação do instituto e pelo serviço de remoção de corpos, que já era feito pelas empresas particulares em carros próprios, por falta de motorista no IML.
Em maio do ano passado o governo entregou duas caminhonetes novas e equipadas para o transporte de corpos, que estão paradas por falta de pessoal. A primeira exigência do município, antes de repassar o serviço para as funerárias, foi a criação de uma entidade reunindo todas as empresas do setor. A entidade criou uma escala e cada funerária tem um período para atender aos serviços do IML e fazer o sepultamento. ‘‘Não haverá mais burocracia. Será tudo mais ágil e nossa proposta é moralizar o órgão, que não estava sendo bem visto pelos parentes de vítimas atendidas’’, diz o presidente da associação, Luiz Carlos Fogaça de Souza.
O pessoal do Estado que trabalha no IML ficará responsável apenas pelos exames cadavéricos e a emissão dos laudos. A prefeitura fará a fiscalização do trabalho oferecido pela associação, além de todos os procedimentos junto ao Cemitério Municipal. ‘‘Maringá está saindo na frente com a terceirização de parte dos serviços do IML, evitando os problemas detectados onde o órgão foi municipalizado’’, lembra Fogaça.
O IML de Maringá atende em média um óbito de morte violenta por dia. Os números variam muito, e a tendência é de crescimento nos finais de semana por causa do maior número de acidentes no trânsito urbano e nas estradas. Cerca de 30 municípios enviam corpos para o órgão. Fazem parte da associação nove funerárias.Marcos NegriniAs viaturas estão paradas há mais de um ano por falta de motoristasMarcos Zanatta

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