Convênio entre Lions e HU vai pagar cirurgias
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 1997
Londrina 
Um convênio entre o Lions Clube e o Hospital Universitário de Londrina vai proporcionar a realização de 100 cirurgias para correção de catarata em pessoas carentes da região Norte do Estado. A parceria deverá ser firmada em breve e as operações poderão começar em dezembro ou no início do ano que vem, informa o médico Henrique Alves Pereira Júnior, assessor da Fundação Lions Internacional no Distrito L21, que abrange a região de Londrina.
Henrique Pereira Júnior esclarece que o Lions repassará US$ 10,7 mil para cobrir as operações. Os candidatos à cirurgia estão sendo selecionados pelos 60 Lions do Norte do Estado. Os principais requisitos são a carência financeira e idade acima de 50 anos.
Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, anualmente, 450 mil brasileiros com mais de 50 anos precisariam ser submetidos à cirurgia de correção de catarata. O membro da Comissão de Prevenção à Cegueira do CBO, Carlos Eduardo Leire Arieta, acredita que apenas 90 mil são operados particularmente ou através de convênios. Do restante, poucos são atendidos por campanhas promovidas por entidades como Lions ou CBO.
Segundo Antonio Amalphi, membro do Lions Clube Londrina Independente e ex-governador da entidade, a cota de 100 novas cirurgias faz parte de uma campanha mundial do Lions chamada Visão Em Primeiro Lugar, lançada há cerca de sete anos.
O médico Henrique Pereira Júnior lembra que o Lions arrecadou, nos últimos anos, 145 milhões de dólares para financiar as cirurgias em todo o mundo, principalmente nos países pobres e em desenvolvimento, onde há mais casos da doença.
Não é a primeira vez que Londrina realiza este tipo de cirurgia com o dinheiro do Lions. Em 1994, 12 pessoas foram beneficiadas, todas moradores de bairros pobres da zona sul da Cidade.
Henrique Pereira Júnior explica que o Lions internacional tem duas prioridades: promover campanhas de prevenção à cegueira e ao diabetes. Segundo ele, os problemas que afetam a visão das pessoas são uma preocupação antiga na entidade. Desde 1925, os presidentes e governadores do clube promovem algum tipo de ação contra a cegueira.
A idéia do Lions de realizar campanhas constantes contra a cegueira nasceu de um pedido feito pela pedagoga norte-americana Helen Keller, que aos dois anos ficou cega, surda e muda. Mas que aprendeu a falar, aos sete anos, depois de tornar-se aluna da professora Anne Sullivan. Ela conseguiu formar-se na universidade e publicar livros. O filme O Milagre de Anne Sullivan narra a vida de Helen.
(Adriana De Cunto)


