Convênio com hospitais universitários
Em outubro deste ano, o programa do Ministério da Saúde, o Telessaúde, já deverá estar em funcionamento no Estado, afirma a diretora da Escola de Saúde Pública do Paraná, Célia Regina Rodrigues Gil. O Paraná é o Estado do Sul do País que entrou mais tardiamente no programa - a proposta foi enviada no final do ano passado, e os primeiros recursos acabaram de chegar.
Quatro hospitais serão conveniados ao programa: os das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, e da Federal (UFPR), em Curitiba.
O programa contemplará toda a atenção primária da rede básica de saúde, que terá contato em tempo real por meio de videoconferência com profissionais de especialidades que gerem maior demanda de segunda opinião. Em casos que podem esperar, o contato é feito por e-mail e a resposta deve chegar em até 24 horas.
Para fazer a comunicação entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e especialistas das universidades, em um primeiro momento, na avaliação de Regina, é necessário apenas estrutura com computador e câmera mais potentes, impressora e uma sala equipada que permita a videoconferência. Os exames seriam enviados por e-mail ou fax e os exames de rotina podem ser transmitidos via videoconferência.
Como apenas 262 dos 399 municípios do Estado têm conectividade, o programa Telessaúde deverá começar pelos municípios com acesso à internet. O Estado já está verificando formas de incluir os demais junto à Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e à Copel, pois o objetivo é que 100% do Estado seja coberto pelo programa.
''Estamos em fase de elaboração do plano operacional, saber quantos equipamentos precisa, fazer a seleção dos profissionais que apoiarão o processo'', informa Regina. Segundo ela, os profissionais das universidades que darão apoio ao programa deverão assinar um contrato de trabalho através de seleção pública compremetendo-se a prestar atendimento em telessaúde. Dependendo da demanda do Estado, poderão ser contratados cardiologistas, pediatras, obstetras, endocrinologistas e dermatologistas para dar suporte ao programa. O financiamento do Telessaúde pelo MS dura de um a dois anos. Depois, deverá ser assumido pelo Estado. (M.F.C.)





