O técnico em controle de pragas urbanas Edson Moreira Sene atende residências, empresas e até hospitais que enfrentam a invasão por pombas. ''Quando trabalhávamos em São Paulo, fizemos a desinfecção de um hospital que estava com o centro cirúrgico interditado por causa de um ninho no sistema de ar-condicionado. É um perigo porque pode causar infecções.'' Para evitar o problema, ele recomenda que sejam evitados os vãos entre telhas e forros; os beirais de telhado sem proteção; caixas d'água acima do telhado e outros locais que permitam que o ninho seja feito. ''Além disso, é preciso cuidar para nunca ter oferta de alimentos por perto'', recomenda.
A empresa de Edson, a Higisene, trabalha com algumas barreiras físicas, que são instaladas nos locais onde as pombas adotam como morada. Entre elas estão as telas em material plástico ou metálico e espículas, hastes em PVC que, afixadas sobre os beirais e superfícies como caixas de ar-condicionado, impedem que as pombas pousem. ''Nos telhados não tem jeito, elas vão continuar pousando, mas ali não chegam a fazer ninhos'', revela.
O controle integrado conta ainda com o uso de repelentes, aplicados após a desinfecção do local com inseticida acaricida específico. Sene utiliza um gel (base-cola) e um granulado que exala odor capaz de espantar as aves. ''Tanto a espécie de origem européia, que é aquela maior, como a silvestre, são protegidas pelo Ibama, por isso não podem ser mortas de maneira alguma'', lembra o técnico. (S. L.)

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