No Jardim Petrópolis (Área Central), a dona de casa Maria Elvira Miato conta que intensificou os cuidados com o aumento dos casos de dengue na cidade. ''Diminui a quantidade de vasos que tinha no quintal e olho todos os dias para verificar se o prato das plantas está seco'', complementa. ''Além disso, tampei o cano da máquina de lavar roupas, que poderia acumular água e ser um local para o mosquito colocar ovos.''
De acordo com a dona de casa, o medo da proliferação do mosquito cresceu após ela, a filha e o marido serem infectados pela doença. ''Ainda não temos certeza, mas pelo que sabemos foi algum morador de uma casa próxima que mudou e deixou a caixa d'água destampada'', conta. ''As pessoas precisam se conscientizar de que esse controle precisa ser longo e persistente'', avalia Maria
O aposentado Telmo Pousobom, também morador do Jardim Petrópolis, conta que ele e a esposa Elza Belome ampliaram os cuidados para evitar a presença do mosquito depois dela ser infectada há quatro anos. ''Hoje utilizamos óleo de citronela no chão da casa e colocamos um pouco de água sanitária em pontos que poderiam juntar ovos do mosquito'', diz.
Na Academia Gustavo Borges, localizada próximo ao Zerão (Área Central), as iniciativas começaram no ano passado. Silviane Moreira, coordenadora da academia, detalha que ela e o marido decidiram espalhar velas de citronela em pontos específicos da academia, para evitar a permanência de mosquitos em geral e especialmente o Aedes aegypti.
''Além disso, espalhamos pequenas cascas de madeira em diversos vasos da academia, para a absorção da água ou ainda colocamos algumas pedras para não deixar a água acumular'', completa. ''Também orientamos constantemente o pessoal da limpeza a estar sempre atento ao acúmulo de água.''

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