Controle dos bingos pode ser feito pela Caixa Econômica
Israel Reinstein
De Curitiba
Caso o Ministério do Esporte e Turismo modifique a lei que regulamenta os bingos, poderá afetar as atividades desenvolvidas pela Secretaria Estadual da Criança e Assuntos da Família. Hoje, 3% da receita bruta de 22 estabelecimentos instalados no Estado é revertida para obras assistenciais. Em média, o Serviço de Loterias do Estado do Paraná (Serlopar) repassa em torno de R$ 500 mil para a secretaria.
Segundo o chefe de gabinete do Serlopar, Clinton Ferreira Filho, existe possibilidade do governo federal modificar o sistema de controle dos bingos. Uma das propostas é transferir o trabalho para a Caixa Econômica Federal. Apesar de possibilitar maior agilidade e controle, ele entende que não existem garantias que os 3% retornem para o Estado. Atualmente, os ganhos dos jogos lotéricos promovidos pela CEF não retornam em benefícios diretos para o Estado.
Atualmente, cabe ao Serlopar controlar os ganhos dos bingos permanentes e dos eventuais, realizados por clubes e outras instituições. O órgão é reponsável por todos os processos do sorteio, vistoriando da impressão das cartelas ao leilão. Também, cabe a entidade analisar os balancetes das empresas. Clinton Ferreira Filho afirma que recebem informações mensais. Os bingos só podem ter uma conta bancária, diz.
Também são realizadas vistorias surpresas, pelo menos uma vez na semana. Nos bingos eventuais, um fiscal do Serlopar precisa acompanhar o sorteio. Também é preciso contratar uma empresa que fará auditoria, afirma. Ferreira Filho considera que o setor de bingo tem apresentando uma grande concorrência. Este mês, pela falta de dinheiro, muitos jogadores deixaram de comparecer nos jogos de azar.





