Um projeto de controle da qualidade da água consumida desenvolvido em Umuarama pela Sanepar e Universidade Paranaense (Unipar) vai ser apresentado em julho, durante congresso nacional da Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica (SBPC), no Rio Grande do Norte. O congresso será realizado de 12 a 17 de julho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, em comemoração aos 50 anos da SBPC.
O projeto, implantado há um ano através de convênio entre a Sanepar e a Universidade, controla diariamente a qualidade da água distribuída pela Sanepar na cidade e oferece também serviços de análise em caixas d’água, poços artesianos, minas e outros reservatórios particulares na cidade ou na zona rural. Apesar dos problemas na bacia de captação, a água chega às torneiras com 99% , acima do índice exigido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é de 95%.
Professores e alunos do curso de farmácia e bioquímica da Unipar fazem os exames em laboratório montado no escritório da Sanepar. Antes a companhia de saneamento tinha de mandar amostras da água para Maringá. O resultado levava até três dias para sair. Agora, a análise fica pronta em 24 horas, no máximo. Segundo o gerente de negócios da Sanepar, Vicente Afonso Gasparini, toda a água tratada é analisada antes de ser liberada para consumo. A análise pesquisa a existência de coliformes na água depois de tratada.
Segundo a coordenadora do projeto e professora de bioquímica da Unipar, Juliana Scanavaca Marchi, nos reservatórios da Sanepar, a água apresenta 100% de potabilidade. O 1% de contaminação ocorre geralmente nas caixas d’água das casas e empresas. ‘‘Daí a importância de os moradores observarem a limpeza e conservação dos reservatórios’’. O laboratório oferece exames para particulares, cobrando apenas uma taxa de R$ 13,00, referente ao custo do material utilizado.
Apesar dos problemas de poluição e assoreamento do manancial de abastecimento, o Rio Piava, a água consumida em Umuarama ainda é considerada de excelente qualidade. Gasparini explica que os problemas do rio dificultam a captação quando chove muito e exigem maior quantidade de produtos químicos para tratar a água. Porém, depois de tratada, a água atinge índice de potabilidade superior ao exigido pela OMS.

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