Controlar rigorosamente os custos e providenciar equipamentos para poder oferecer atendimento complexo em maior escala são medidas fundamentais a serem adotadas por hospitais filantrópicos e privados - que oferecem ou não planos de saúde próprios - para que possam se adequar à nova legislaçcão que regulamenta os planos e seguro saúde. A opinião é do médico João Rubens Albuquerque, consultor em administração hospitalar, diretor de uma empresa responsável pela administração dos planos de saúde oferecidos por quatro santas casas do Rio Grande do Sul. ‘‘Os administradores terão que esperar que aconteçca uma acomodação no mercado depois da instabilidade causada pelas interpretações diversas da nova lei para o setor’’, disse Albuquerque.
Albuquerque foi um dos palestrantes de um workshop promovido ontem em Curitiba para discutir a nova lei. Cerca de 50 administradores de hospitais e empresas de medicina privada participaram do encontro promovido pela Federação das Misericórdias e Entidades Filantrópicas do Estado do Paraná (Femipa). Segundo ele, os administradores terão que controlar ainda mais o custo de todos os materiais usados, incluindo medicamentos, alimentação e até os curativos usados por cada paciente. ‘‘Todos serão obrigados a pesquisar ainda mais preços e condições de pagamento para tentar conter qualquer elevação de custos’’, disse.
Uma das falhas da nova legislação, de acordo com Albuquerque - determinada por Medida Provisória publicada no dia 4 de junho - é estabelecer as mesmas regras para todos os tipos de prestadores de serviço, como instituições de saúde filantrópicas, hospitais particulares ou empresas de medicina de grupo, todas, segundo ele, com características e necessidades próprias. ‘‘Uma das falhas da nova lei é não separar o joio do trigo’’, disse.
Albuquerque acredita que hospitais e empresas do setor não conseguirão se adequar ‘a nova lei no prazo estabelecido, de 180 dias após a publicação da MP. ‘‘O prazo terá que ser revisto’’, disse.

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